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Novo método usa sangue menstrual para detetar inflamações e até sinais de cancro

O sangue menstrual poderá vir a tornar-se uma importante ferramenta de diagnóstico precoce, permitindo identificar doenças antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas.

Investigadores têm vindo a estudar novas tecnologias capazes de analisar biomarcadores presentes no sangue menstrual — substâncias que podem indicar alterações no organismo e ajudar a detetar problemas de saúde numa fase inicial.

Uma das inovações em desenvolvimento passa por sensores incorporados em pensos higiénicos, capazes de reagir a determinadas proteínas e outras moléculas associadas a inflamações, endometriose ou até alguns tipos de cancro.

Estes dispositivos funcionam de forma semelhante a testes rápidos: ao entrar em contacto com o sangue menstrual, a tira sensível muda de cor consoante a presença e a concentração de determinados biomarcadores. Posteriormente, os resultados podem ser analisados por um sistema digital ou aplicação móvel para maior precisão.

Segundo os investigadores, esta abordagem poderá tornar o rastreio de doenças mais simples, acessível e menos invasivo do que os exames tradicionais, que muitas vezes exigem recolha de sangue venoso ou procedimentos clínicos mais complexos.

Apesar do potencial promissor, os especialistas sublinham que estas tecnologias ainda se encontram em fase de investigação e validação científica, não substituindo, para já, os exames médicos convencionais.

Redação