O pai do recém-nascido de apenas 10 dias, que morreu na passada segunda-feira em Tábua, esteve envolvido num incidente com uma viatura em dezembro, na zona do Poço do Gato. O automóvel, que ficou totalmente destruído pelas chamas, circulava ilegalmente: a matrícula e o livrete tinham sido cancelados em outubro de 2024 e o veículo não possuía inspeção nem seguro válidos.
Este episódio de contornos irregulares ganha agora nova relevância no contexto da tragédia ocorrida na Quinta do Vale do Ferreiro. Na passada segunda-feira, o bebé terá ficado subitamente inconsciente enquanto era amamentado pela mãe, de nacionalidade britânica. Em desespero, os pais transportaram a criança até ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha, onde o bebé deu entrada já em paragem cardiorrespiratória.
Apesar das manobras de reanimação, que se prolongaram por cerca de uma hora com o apoio da SIV de Arganil e da VMER de Coimbra, o óbito foi declarado no local.
O agregado familiar, composto por um casal de cerca de 30/40 anos e outros dois filhos menores, já tinha sido sinalizado pela maternidade de Viseu. Estava prevista uma visita técnica da CPCJ e da Ação Social para o dia 4 de março, intervenção que acabou por ser antecipada devido ao trágico desfecho. A Polícia Judiciária assumiu a investigação e a autópsia será decisiva para apurar as causas da morte.
Redação com noticiasdecoimbra.pt






