Svetlana Dali conseguiu iludir a segurança no aeroporto de Newark e embarcar num voo da United Airlines, meses após ter sido condenada por um crime idêntico.
Uma mulher russa, já anteriormente condenada por contornar a segurança aeroportuária para viajar sem bilhete até Paris, foi detida esta quinta-feira em Milão, Itália. Svetlana Dali terá conseguido, mais uma vez, embarcar clandestinamente num voo transatlântico, desta vez com partida dos Estados Unidos.
Segundo fontes das autoridades, Dali conseguiu passar pelos funcionários da United Airlines na porta de embarque C74 do Aeroporto Internacional Newark Liberty, entrando no voo 19 na noite de quarta-feira. O Boeing 777-200 partiu às 17:51 (hora local) e, durante a viagem de sete horas, a tripulação detetou a presença da passageira sem qualquer título de transporte. À chegada ao aeroporto de Milão, pelas 07:09, a mulher foi imediatamente entregue às autoridades italianas.
Em comunicado, a United Airlines reiterou que a “segurança e proteção são as prioridades máximas” e confirmou estar a colaborar com o FBI e com a TSA (Administração de Segurança dos Transportes) na investigação do incidente.
O historial de fugas e a “falsa segurança”
Este não é um caso isolado. Em novembro de 2024, Svetlana Dali, residente permanente nos EUA, já tinha conseguido embarcar num voo da Delta Air Lines, de Nova Iorque para Paris, sem bilhete. Na altura, imagens de videovigilância mostraram a mulher a misturar-se com a tripulação e a esconder-se entre uma família na porta de embarque para evitar o controlo de documentos.
Já a bordo do avião para França, Dali terá passado grande parte do tempo escondida na casa de banho para escapar à contagem de passageiros. Após ser extraditada para os Estados Unidos e presente a tribunal em Brooklyn, o seu advogado de defesa chegou a argumentar contra o risco de fuga, afirmando: “Não é como se ela pudesse embarcar clandestinamente num voo todos os dias”.
Pulseira eletrónica cortada e fuga para o Canadá
A audácia de Dali parece não ter limites. Pouco depois de ser libertada sob fiança em 2024, a mulher cortou a pulseira eletrónica de monitorização e apanhou um autocarro da rede Greyhound em direção ao Canadá. Acabou detida e cumpriu sete meses de prisão antes de ser condenada pelo caso de Paris.
Durante o julgamento, a arguida alegou, através de um tradutor, que as suas ações visavam “salvar a própria vida”, afirmando acreditar que estava a ser envenenada.
Pelo menos quatro tentativas conhecidas
Os procuradores revelaram que Dali possui um historial persistente de tentativas de invasão de zonas restritas:
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Fevereiro de 2024: Encontrada escondida numa casa de banho na zona de chegadas internacionais do Aeroporto de Miami.
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Novembro de 2024 (Connecticut): Tentou embarcar clandestinamente no Aeroporto Bradley, dois dias antes de conseguir o feito no JFK rumo a Paris.
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Novembro de 2024 (Nova Iorque): Conseguiu voar até Paris sem bilhete.
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Fevereiro de 2026 (Newark): Detida em Milão após nova viagem clandestina.
- Redação com agências






