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Poeiras do Saara chegam a Portugal esta segunda-feira: Saiba o que esperar

A partir desta segunda-feira, o arquipélago da Madeira será o primeiro a sentir os efeitos de uma massa de poeiras proveniente do deserto do Saara. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o fenómeno estender-se-á a Portugal Continental nos dias seguintes, embora não se preveja uma concentração de elevada intensidade.

O trajeto das poeiras

De acordo com a meteorologista Patrícia Marques, a posição de um anticiclone sobre a Península Ibérica facilitará o transporte destas partículas. “A partir de dia 23, as poeiras chegam à Madeira; nos dias 24 e 25, deverão atingir a zona Centro do continente”, explica a especialista. Contudo, o IPMA sublinha que o fenómeno não deverá afetar a totalidade do território nacional, concentrando-se sobretudo em Porto Santo, na ilha da Madeira e na região Centro.

Chuva pode “limpar” o céu

Existe ainda alguma incerteza quanto à precipitação. Se a chuva prevista para terça-feira se confirmar, as poeiras poderão dissipar-se mais rapidamente através da deposição húmida. “Nota-se alguma presença, mas não parece ser uma concentração muito significativa”, reitera a meteorologista.

Previsão Geral e Temperaturas

Para os próximos dias, o cenário meteorológico divide-se entre a estabilidade e o frio noturno:

  • Céu: Pouco nublado ou limpo até terça-feira.

  • Temperaturas: Mantém-se o acentuado arrefecimento noturno. Na segunda-feira, Braga e Bragança registarão as mínimas mais baixas (3°C), enquanto Braga e Santarém atingem as máximas mais altas (23°C).

  • Vento: Soprará geralmente fraco de Leste, rodando para Sul e tornando-se moderado nas terras altas a partir de segunda-feira à tarde.

Contexto de Calamidade

Este novo episódio meteorológico surge num momento sensível para o país. Nas últimas semanas, a passagem consecutiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta deixou um rasto de destruição. O balanço das tempestades é trágico, contabilizando-se 16 vítimas mortais, centenas de feridos e inúmeros desalojados, com várias zonas de Portugal ainda em situação de calamidade.

Redação  com noticiasaominuto