Um professor de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), de 45 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto por suspeitas de aliciamento de menores, pornografia infantil e abuso sexual de alunos de uma escola de Arouca. O docente pagava entre 100 e 200 euros por imagens e vídeos íntimos enviados pelos adolescentes, e aumentava o valor para quem aceitasse encontros sexuais na sua residência.
Até ao momento, foram identificados três rapazes vítimas, com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos, que foram seus alunos no ano letivo de 2024/2025. Os inspetores não excluem a possibilidade de existirem mais vítimas.
Conforme apurado pelo Douronews, o docente começava por abordar os alunos já dentro da sala de aula, com conversas de teor sexual, para depois os contactar nas redes sociais. Em troca de fotografias e vídeos em que praticavam atos sexuais, oferecia quantias entre 100 e 200 euros; quem concordasse em deslocar-se à sua casa para encontros recebia um valor superior.
O caso veio ao conhecimento das autoridades depois de um vídeo — enviado pelo professor a um dos alunos, com visualização única — ter sido gravado e partilhado entre estudantes. A gravação mostrava o docente em práticas sexuais explícitas com um menor, segundo o comunicado da PJ.
Quando a direção da escola tomou conhecimento do vídeo, o ano letivo já tinha terminado e o professor tinha sido transferido para um estabelecimento de Oliveira de Azeméis. Ali foi instaurado processo disciplinar e suspenso de funções; em março de 2026, o caso foi formalmente denunciado à PJ do Porto.
Na quinta-feira, dia 16, a polícia cumpriu o mandado de detenção e apreendeu o telemóvel do suspeito, onde foram encontradas conversas e imagens que confirmam parte das suspeitas.
Após o interrogatório judicial realizado no Tribunal de Santa Maria da Feira, o professor foi libertado, mas sujeito a medidas de coação: fica proibido de contactar com testemunhas e alunos, mantém-se suspenso de funções públicas e deve apresentar-se semanalmente na esquadra da sua área de residência.
O inquérito continua a cargo do Ministério Público, que avaliará a apresentação de acusação por crimes de aliciamento de menores para fins sexuais, pornografia infantil e abuso sexual de menores dependentes.
Redação






