O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou categoricamente que Portugal não terá qualquer envolvimento militar nas tensões crescentes no Estreito de Ormuz. Em declarações recentes, o governante sublinhou que a posição diplomática do país privilegia a desescalada de conflitos e a segurança das rotas comerciais através do diálogo internacional, afastando o cenário de envio de forças armadas para a região.
Diplomacia em vez de intervenção
Questionado sobre a possibilidade de uma contribuição portuguesa para coligações internacionais na zona, Rangel foi perentório ao declarar que essa hipótese “não está em cima da mesa”. O ministro reforçou que Portugal acompanha a situação com preocupação, especialmente no que toca à liberdade de navegação e à estabilidade do comércio global, mas que o papel do país será estritamente diplomático e político, em coordenação com os parceiros da União Europeia e da NATO.
Contexto de instabilidade
O Estreito de Ormuz, um dos pontos de passagem de petróleo mais vitais do mundo, tem sido palco de incidentes e apreensões de navios que elevaram o alerta de segurança global. Apesar da gravidade do contexto, Paulo Rangel reiterou que a prioridade nacional é evitar o alargamento do conflito no Médio Oriente.
“Portugal defende o direito internacional e a livre circulação, mas não prevemos, nem equacionamos, qualquer destacamento militar para o Estreito de Ormuz neste momento”, sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa.
Acompanhamento permanente
O ministério assegurou ainda que está em contacto permanente com as empresas e armadores portugueses que operam na região para garantir que os protocolos de segurança são cumpridos, mantendo uma vigilância apertada sobre a evolução dos acontecimentos na costa iraniana e no Golfo Pérsico.
Redação






