Considerado pelas autoridades como um dos maiores traficantes portugueses de cocaína, o narcotraficante conhecido por “Xuxas” acabou por ser traído por um detalhe improvável: várias malas carregadas de droga que se perderam durante operações de transporte internacional.
A investigação da Polícia Judiciária revelou que a organização criminosa liderada por Rúben Oliveira, conhecido no submundo do narcotráfico como “Xuxas”, utilizava sofisticados esquemas para introduzir cocaína em Portugal através de aviões e contentores marítimos provenientes da América do Sul.
Contudo, nem toda a operação correu como planeado. Em diversas ocasiões, malas recheadas de cocaína foram detetadas pelas autoridades ou acabaram por não chegar ao destino pretendido, comprometendo parte da rede criminosa. Uma das apreensões ocorreu após a descoberta de bagagens suspeitas num avião proveniente do Brasil, levando os investigadores a aprofundar o rastreio das ligações da organização.
As autoridades acreditam que a rede movimentou toneladas de cocaína entre a América do Sul e Portugal, recorrendo a funcionários corrompidos e a métodos cada vez mais sofisticados para retirar malas carregadas de droga dos aeroportos sem fiscalização.
A queda de “Xuxas” representou um duro golpe no narcotráfico internacional. O português era apontado como uma peça-chave na logística da cocaína que chegava ao país e mantinha ligações a grandes cartéis sul-americanos, incluindo estruturas associadas ao ex-major brasileiro Sérgio Carvalho, conhecido como o “Escobar brasileiro”.
A investigação permitiu às autoridades apreender quase dez toneladas de cocaína em apenas dois anos, desmantelando uma das mais poderosas redes de tráfico de droga que operavam em Portugal.
Redação






