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PJ detém homem que lançou engenho incendiário contra manifestação por “móbil ideológico”

Atacante da Marcha pela Vida detido pela PJ por indícios de terrorismo

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, fora de flagrante delito, o homem de 39 anos suspeito de ter lançado um “cocktail molotov” contra a “Marcha pela Vida”, a 21 de março, junto à Assembleia da República. O detido, que agiu por “móbil ideológico”, vê agora a sua situação jurídica agravada: além da posse de arma proibida, são-lhe imputados crimes de terrorismo, incêndio e ofensa à integridade física grave.

O suspeito já havia sido detido pela PSP no dia dos incidentes, mas, na altura, as medidas de coação limitaram-se a apresentações diárias e à proibição de frequentar as imediações do Parlamento. Após o aprofundamento da investigação, a PJ reuniu provas que sustentam a acusação de infrações terroristas e outras condutas especialmente perigosas.

Risco de terrorismo confirmado A evolução do caso vai ao encontro das declarações de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da PJ, que a 27 de março já admitia esta moldura penal. “Poderemos estar perante um crime de natureza terrorista. É a execução de um crime de ódio”, afirmou o governante, sublinhando a gravidade do ataque que visou uma multidão onde se encontravam famílias com crianças e bebés.

O inquérito é titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). O arguido será presente esta quarta-feira ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para um novo interrogatório judicial, onde serão revistas as medidas de coação, não se excluindo a aplicação da prisão preventiva dada a nova gravidade dos crimes imputados.

Redação