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Conversa na escola impede violação de menina de 11 anos

Suspeito é um jovem de 22 anos, detido pela Polícia Judiciária. Investigação vai continuar, porque há suspeita de mais vítimas, igualmente menores

Uma menina de 11 anos não foi vítima de abuso sexual por um golpe de sorte. Aconteceu na Tocha, concelho de Cantanhede, onde residem vítima e agressor. Isto porque a criança contou ao professor, na escola, o relacionamento em que estava envolvida “online”, com um jovem e que estaria prestes a concretizar-se fisicamente, com um encontro. Um alerta dado no tempo certo, com o estabelecimento de ensino a dar o necessário alerta às autoridades, o que desencadeou a investigação da Polícia Judiciária (PJ) há cerca de duas semanas. O suspeito foi detido terça-feira, na Tocha.

Em causa, está um jovem de 22 anos, que trabalha na agricultura e conheceu a menina através das redes sociais. Um processo gradativo, que terá começado há alguns meses e que, degrau a degrau, foi ganhando contornos mais “envolventes”, primeiro de apresentação, depois de sedução e enamoramento, assumindo de forma crescente contornos de um relacionamento sexual.

De acordo com fonte da Diretoria do Centro da PJ, responsável pela investigação, o suspeito sabia que a menina tinha 11 anos, pois esta ter-lhe-á dito a idade, mas isso não o coibiu de “avanços” significativos, expressos nos pedidos de «exposição sexual», a que esta acedeu, imagens que ele tinha em seu poder. “Avanços” que continuaram, estando em perspetiva, para muito breve, um encontro físico, onde o abuso/relacionamento sexual seria consumado.

Mas tudo indica que esta menina de 11 anos não foi a única “presa” do suspeito. Isto porque em poder do indivíduo, designadamente no seu telemóvel, a PJ encontrou outras imagens de natureza sexual e pornográfica, envolvendo outras protagonistas, igualmente muito jovens. Um dado que dita a continuidade da investigação policial, no sentido de apurar os reais contornos da atuação do suspeito.

O indivíduo, detido em flagrante delito pelos inspetores da PJ, tendo em conta o material de natureza pornográfica que tinha em seu poder – pelo que está indiciado da prática de crimes de pornografia de menores – foi ontem presente às autoridades judiciais para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação consideradas convenientes. Es­tá, por ordem do tribunal, obrigado a apresentar-se uma vez por semana às autoridades policiais da sua área de residência, proibido de estabelecer quaisquer contactos com a vítima e também de aceder à internet.

Redação com diariocoimbra