A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou este sábado, durante o congresso do PSD, que o aumento da população residente e os fluxos migratórios têm contribuído para o elevado número de pessoas sem médico de família em Portugal, apesar de existirem atualmente mais profissionais a exercer no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo a governante, o Executivo enfrenta dificuldades em traduzir os resultados das medidas adotadas devido ao que classificou como um “aumento populacional brusco” e à entrada de imigrantes através de redes de imigração ilegal. Ana Paula Martins defendeu que estes fatores têm pressionado significativamente a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários.
A ministra sustentou ainda que o Governo herdou um SNS num estado “lastimável”, acusando o Partido Socialista de ter deixado os serviços de urgência mergulhados num cenário de “caos”. Apesar das dificuldades, garantiu que a situação do setor da saúde está atualmente mais estável do que há dois anos.
As declarações surgem num contexto de debate sobre o acesso aos cuidados de saúde e o número de utentes sem médico de família atribuído, uma das principais preocupações do sistema de saúde português.
Nota: A ministra não abordou, nas declarações citadas, os mecanismos de financiamento internacional relacionados com a assistência prestada a cidadãos estrangeiros em Portugal. Qualquer avaliação sobre acordos de compensação financeira entre sistemas de saúde de diferentes países requer informação oficial e específica sobre os respetivos protocolos em vigor.






