A GNR recuperou vários fios e pulseiras alegadamente roubados às vítimas, além de apreender um telemóvel e uma pistola falsa. Os assaltos aconteceram em Mafra e no Gradil.
Um homem, de 25 anos, foi detido pela GNR por suspeitas de dois roubos a três mulheres idosas no concelho de Mafra. Recorria à força física para lhes retirar fios, anéis e outros bens. Ficou em prisão preventiva.
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Mafra após denúncias de dois roubos ocorridos no concelho. “O processo iniciou-se em abril deste ano, após roubos por esticão a três idosas, com idades compreendidas entre os 75 e os 80 anos”, explica, ao JN, o comandante do Destacamento Territorial de Mafra, capitão Gonçalo Sousa.
O primeiro assalto aconteceu no centro de Mafra, em plena via pública. Segundo o oficial da Guarda, o suspeito aproximou-se da vítima e arrancou-lhe o fio que trazia ao pescoço antes de fugir.
O segundo ocorreu num café, na localidade do Gradil. “[O assaltante] entrou no estabelecimento e tirou os fios e os anéis a duas idosas. Neste caso, houve violência, porque empurrou as duas vítimas para conseguir ficar com os bens”, adianta o capitão.
Na sequência da investigação, os militares realizaram, na passada terça-feira, três buscas domiciliárias e uma busca não domiciliária nas localidades de Torres Vedras e Lisboa. A operação culminou com a detenção do suspeito.
Durante as diligências, a GNR recuperou vários fios e pulseiras alegadamente roubados às vítimas, além de apreender um telemóvel e uma pistola falsa. “Na busca foi encontrada uma réplica de uma pistola Glock”, precisou Gonçalo Sousa.
O homem foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Sintra. Atendendo à gravidade dos factos e aos antecedentes do suspeito, o tribunal decretou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
Segundo o comandante do Destacamento Territorial de Mafra, o detido “já tinha vários processos por furtos e roubos”.
A operação contou com o apoio da PSP. Em comunicado, a GNR sublinha que a ação permitiu recuperar bens que poderão agora ser devolvidos às vítimas.
Redação com JN.PT






