Um dos andares de um centro comercial no Japão caiu na sequência do terramoto de 7,1 de magnitude que abalou o sudoeste do país, prendendo várias pessoas nos destroços, avançou esta terça-feira a televisão pública NHK.
O desabamento causou uma forte explosão, relatada inicialmente pela polícia, que ainda desconhece se há vítimas mortais e a extensão dos danos.
A NHK já tinha avançado existirem pelo menos 50 feridos causados pelo desabamento de prédios, incêndios e cortes de energia na sequência do sismo.
“Ainda estamos a avaliar a extensão dos ferimentos e dos danos materiais, mas fui informada de que há vários feridos. Há falhas de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificadas e edifícios desabaram”, disse a primeira-ministra, Sanae Takaichi, num comunicado televisivo.
Segundo as autoridades locais, pelo menos 12 pessoas estão em estado grave devido a fraturas e ferimentos causados pelo colapso parcial de estruturas, sendo que 12 casas ruíram perto da cidade de Yatsushiro, na região central da província de Kumamoto.
Além disso, adiantaram, um grande apagão deixou cerca de 48 mil casas sem eletricidade na província.
A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta de tsunami (maremoto) logo após o sismo, mas o aviso foi suspenso pouco tempo depois por o terramoto ter ocorrido em terra firme.
O sismo, que abalou violentamente a região, atingiu o nível máximo (7) numa escala separada utilizada no Japão, que mede a intensidade dos terramotos num determinado local.
Imagens televisivas mostram pontes rodoviárias parcialmente destruídas, edifícios em chamas e comboios de mercadorias tombados.
Não foram detetadas anomalias imediatas nas centrais nucleares da região, de acordo com a Autoridade de Regulação Nuclear do Japão.
Há dez anos, morreram 273 pessoas
Kumamoto já tinha sido atingida, há 10 anos, por dois sismos devastadores – um de magnitude 6,5, e outro, dois dias depois, de magnitude 7,3 na escala de Richter – que mataram 273 pessoas e feriram mais de 2800.
Um sismo de magnitude 7,2 também atingiu o norte do Japão a 25 de junho, mas sem causar mortes ou danos significativos.
O Japão é um dos países do mundo mais propensos a sismos, já que fica localizado na junção de quatro grandes placas tectónicas ao longo da orla oeste do Círculo de Fogo do Pacífico.
O arquipélago, com uma população de cerca de 125 milhões de habitantes, sofre normalmente centenas de tremores de terra todos os anos e é responsável por cerca de 18% dos sismos registados no mundo.
A grande maioria destes sismos é de baixa intensidade, embora os danos que causam variem consoante a sua localização e a profundidade a que ocorrem abaixo da superfície da Terra.
O país ainda carrega as cicatrizes do sismo submarino de magnitude 9,0 de 2011, responsável por um tsunami que fez cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos e provocou o desastre nuclear de Fukushima.
Redação com agências






