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Canil abre portas para tentar que mais animais sejam adotados

Canil Municipal de Coimbra está sempre muito perto do limite de lotação máxima. Dia aberto convida pessoas a conhecerem os animais e a escolherem, de forma responsável, um animal de companhia e assim mudar-lhes a vida

Caju tem apenas quatro meses e grande parte da sua vida foi passada dentro de um canil. Porém, ontem foi um dos “felizardos” do Canil Municipal de Coimbra e hoje já tem uma nova morada em Coimbra, graças a um casal de adotantes que o quiseram levar para fazer companhia ao Simba, um cão de sete anos.
«Vim ao Canil há duas semanas e fiquei encantada logo com o Caju, mas fiquei de pensar mais um pouco, mas tivemos que o vir buscar», explicou Leticia Queiroz, em conversa com o Diário de Coimbra e já com o Caju pronto para seguir viagem para a nova casa. Aproveitando o “Open Day”, promovido pelo Canil Municipal todos os meses, Leticia e Rafael decidiram ir “resgatar” o Caju e foi «amor à “segunda” vista».
Todos os animais do Canil Municipal são entregues aos novos donos desparasitados, vacinados, com chip de identificação, esterilizados e com boletim sanitário, critérios que o casal afirma ser uma «mais-valia para quem quer adotar animais», uma vez que os encargos normais de um animal podem ser bastante altos e afastar mais adoções.
Tendo já um cão em idade adulta e ao adotarem um cão ainda “bebé”, Leticia e Rafael sabem que os próximos tempos serão de «adaptação», principalmente, pelo Simba que terá que “aguentar” a energia do novo habitante.

Reportagem Canil De Coimbra Fig 35

Caju ao colo de Rafael vai fazer companhia ao Simba com Leticia

«O Simba veio do Brasil há poucos meses, lá tinha contacto com outros animais e aqui viu-se um pouco sozinho e sem companhia durante o dia», explicou Leticia Queiroz, esperando que, muito em breve os dois animais possam ser «grandes amigos». Aliás, o Simba não ficou em casa e foi buscar o novo companheiro ao canil, para ali poderem ter um primeiro contacto, orientado pelos voluntários, nomeadamente, por Rodrigo Serrão, especialista em comportamento animal.

Open Day do Canil permite que as pessoas possam visitar os animais com mais tranquilidade e adotar de forma simples

Em poucos dias, Caju teve a sorte de ser um dos escolhidos para ter uma nova casa e uma vida longe das ruas. Contudo, dezenas de outros animais esperam a mesma oportunidade. Por isso, o Canil continua a promover iniciativas como o “Open Day” para «permitir que as pessoas possam visitar o canil num dia mais tranquilo e familiar», sublinhou Mariana Portugal, veterinária municipal, ao nosso Jornal. «Normalmente, temos uma média entre 90 a 100 cães e, de momento, temos muitos gatos», adiantou. Apesar de não estarem numa situação de lotação máxima, a responsável realça os casos de abandono e de omissão de cuidados que continuam a ser «preocupantes», lamentando que persistam, apesar ser considerado um crime público.
«Ainda esta semana tivemos dois casos complicados de cães recolhidos de situações muito difíceis», contou. Quanto a casos de abandono em épocas de férias de verão, Mariana Portugal assume que já não se verificam tantos casos atualmente. Contudo, é uma época em que muitos animais acabam por fugir.
«É uma altura difícil, porque há cães que ficam ao cuidado de outras pessoas e acabam por fugir mais. Como temos menos pessoas ao serviço é mais complicado para nós gerir», salientou.

diariocoimbra.pt