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Oito detidos por esquema de burlas informáticas com prejuízos de dezenas de milhares de euros

PJ detém oito suspeitos de burla informática que lesou vítimas em dezenas de milhares de euros

A operação “ScamWay” desmantelou um grupo criminoso responsável por esquemas fraudulentos com cartões e meios digitais. Foram realizadas buscas de Norte a Sul do país.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve oito pessoas numa operação de grande dimensão realizada em vários pontos do país. Sete dos detidos são suspeitos dos crimes de burla qualificada, abuso de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, branqueamento de capitais e associação criminosa. O grupo terá lesado diversas vítimas em várias dezenas de milhares de euros. O oitavo elemento foi detido por posse de arma proibida.

Denominada “ScamWay”, a operação foi desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público de Viana do Castelo. A investigação permitiu recolher fortes indícios de que a rede atuava com recurso a meios informáticos para concretizar esquemas fraudulentos.

Buscas de Norte a Sul e apreensão de armamento

No decorrer das diligências, as autoridades executaram seis buscas domiciliárias nos concelhos da Nazaré, Tondela, Évora, Vila Viçosa e Setúbal. Foram apreendidos documentos, equipamento informático, bens de valor e diverso material associado à atividade criminosa, além de armas de fogo e munições.

A ação mobilizou 51 elementos da PJ afetos ao Departamento de Investigação Criminal de Braga, às diretorias do Norte, Centro e Sul, às unidades de Setúbal e Évora e à Unidade de Perícia Tecnológica e Informática. A operação contou ainda com o apoio da PSP de Setúbal e da Unidade Especial de Polícia.

Os detidos — quatro mulheres e quatro homens, com idades compreendidas entre os 24 e os 48 anos — foram presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório. As medidas de coação deverão ser conhecidas ao longo do dia de hoje.

A Polícia Judiciária prossegue as investigações para apurar a totalidade dos factos, determinar a dimensão real do prejuízo e identificar eventuais cúmplices.

Redação com JP.PT