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MP acusa 16 pessoas por venda de armas de calibre proibido no Norte do país

Dezasseis pessoas foram acusadas pelo Ministério Público de integrar uma rede dedicada à venda de armas de fogo e munições de calibres proibidos em várias localidades do Norte de Portugal.

O grupo, agora formalmente acusado, operava um esquema complexo de aquisição, transformação e revenda de armamento. Segundo a acusação, os arguidos comercializavam armas que, devido ao seu calibre e características, são classificadas como armas de guerra, estando o seu uso e posse estritamente vedados a civis.

Arsenal apreendido e modus operandi

A investigação, que culminou nesta acusação, revelou que a rede não se limitava à transação de armas ligeiras. Entre o material identificado constam pistolas de calibre militar e munições de elevado potencial destrutivo. O grupo utilizava oficinas clandestinas para proceder à alteração de armas de alarme ou de salva, transformando-as em armas letais prontas a disparar munições reais.

Estas “armas transformadas” eram posteriormente colocadas no mercado negro, sendo vendidas por valores consideravelmente superiores ao preço de custo, alimentando a criminalidade violenta na região Norte.

As acusações e o processo judicial

Os 16 arguidos respondem por crimes que incluem:

  • Tráfico e mediação de armas proibidas;

  • Detenção de arma proibida;

  • Posse de munições de calibre de guerra.

O Ministério Público sustenta que o grupo agia de forma concertada, com tarefas distribuídas entre quem angariava os clientes, quem procedia à alteração técnica do armamento e quem assegurava o armazenamento seguro do arsenal. Alguns dos acusados já possuem antecedentes criminais relacionados com ilícitos da mesma natureza, o que poderá agravar as molduras penais em sede de julgamento.

Impacto na Segurança Pública

As autoridades sublinham que a desarticulação desta rede foi fundamental para travar o fluxo de armamento ilegal em distritos como o Porto e Braga. A facilidade com que estes calibres circulavam representava, segundo as forças de segurança, um “risco elevado para a ordem e tranquilidade públicas”, dada a natureza letal do equipamento comercializado.

Redação