A direção da Polícia de Segurança Pública tem 10 dias para apresentar as justificações pedidas por Luísa Neto. As operações da PSP nas acampadas resultaram em mais de 30 feridos.
A Provedora da Justiça, Luísa Neto, pediu esclarecimentos acerca das operações da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante as manifestações pela habitação em Lisboa e no Porto.
Numa nota divulgada esta segunda-feira, a Provedora da Justiça revela que já pediu à direção nacional desta força policial documentos e informações acerca do sucedido durante a acampada pela habitação no domingo, em Lisboa.
A Provedora da Justiça já havia feito um pedido semelhante aquando da intervenção musculada da PSP no Porto, no dia 15 de outubro.
A direção da Polícia de Segurança Pública tem 10 dias para apresentar as justificações pedidas.
Quando reunir os elementos exigidos, a Provedora “analisará a compatibilidade das intervenções com o direito de reunião e de manifestação, consagrado no artigo 45.º da Constituição, recordando, de novo, que sobre o Estado, incluindo as forças de segurança, recai o dever de garantir o seu livre exercício”, lê-se na nota.
No domingo, pelas 02:00, a PSP avançou sobre os manifestantes que se encontravam na Praça do Rossio, em Lisboa.
A polícia tentava que as tendas que haviam sido colocadas no sábado fossem retiradas. Depois de duas horas de tensão, a PSP avançou sobre os manifestantes com recurso a bastonadas.
No dia 15 de outubro, no Porto, ocorreu uma situação semelhante.
Pelo menos 33 manifestantes ficaram feridos na sequência da cargas policiais, 27 das quais tiveram de receber tratamento hospitalar.
Na sequência das intervenções policiais, a Inspeção-Geral da Administração Interna abriu um processo.
Redação com SIC Notícias






