Chefe do setor de vigilância explica que temperaturas “na ordem dos 40 graus” no território continental só devem aliviar na próxima semana. Massa de ar quente afeta toda a Península Ibérica.
“A duração deste episódio de calor” é o que preocupa as autoridades neste momento. Quem avalia é Jorge Ponte, chefe da divisão de previsão meteorológica e vigilância do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em entrevista ao DN.
“Principalmente as regiões do litoral não estão tão habituadas a ter temperaturas da ordem dos 40 graus durante tantos dias seguidos, estamos a falar de cinco, seis dias com temperaturas dessa ordem. O interior pode prolongar um pouco mais”, explica o especialista.
Esta onda de calor é um fenómeno parecido ao que afetou outros países europeus na semana passada, como França, que registou um aumento de 30% de mortes neste período, anunciaram as autoridades de saúde nesta sexta-feira, 3 de julho.
“Houve uma onda de calor bastante significativa na Europa, mas foi uma massa de ar quente também, com as características semelhantes àquela que agora nos está a afetar, embora não seja a mesma situação meteorológica. Essa situação foi ultrapassada, a massa de ar deslocou-se para leste e este é um novo episódio, mas que desta vez afetou mais Portugal continental e Espanha, neste caso a Península Ibérica”, diz Jorge Ponte.
O IPMA elevou de 10 para 12 o número de distritos que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios: Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria e Setúbal.
O Governo declarou situação de alerta até o final de segunda-feira, 06 de julho. A declaração implica, a nível operacional, “a elevação do grau de prontidão e resposta operacional” da GNR e da PSP, “o aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência, de saúde pública e apoio social”.
Há ainda várias restrições em vigor para minimizar os riscos de incêndios. As autoridades apelam à população que tenham “comportamentos seguros” neste momento. Em conferência de imprensa na tarde de quinta-feira, 02 de julho, entidades das áreas da segurança, cuidados e socorro alertaram em uníssono que a situação é séria e que são necessários comportamentos de prevenção.
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