Os dois empresários detidos pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, pela alegada importação de 900 quilos de cocaína camuflados numa carga de açúcar, vão aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva. A decisão foi tomada este sábado pelo juiz de instrução criminal, após o primeiro interrogatório judicial.
O magistrado considerou verificarem-se os pressupostos para a aplicação da medida de coação mais grave. Pesa sobre os arguidos, de nacionalidade brasileira, um forte perigo de fuga, uma vez que tinham viagem marcada para o seu país de origem — um dos critérios fundamentais para a aplicação da preventiva.
Este risco de fuga já tinha motivado a PJ de Braga a intervir na passada quinta-feira. A droga chegara ao Porto de Leixões há cerca de dois meses, escondida num de dez contentores importados pelos suspeitos. Inicialmente, a PJ optou por não apreender a carga de imediato, esperando detê-los em flagrante delito durante o desalfandegamento. Contantes, perante a iminência da partida dos empresários para o Brasil, a Judiciária, sob a direção de José Monteiro, antecipou-se e efetuou a detenção numa pensão em Famalicão, onde estes se encontravam alojados.
O valor da droga apreendida no mercado ilícito é estimado em cerca de 50 milhões de euros. Esta operação representa a maior apreensão de cocaína alguma vez realizada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ.
A Reação da Defesa
O advogado dos detidos, Eduardo Maurício, anunciou que a defesa irá avançar com um pedido de alteração da medida de coação e interpor recurso para o Tribunal da Relação. “É fundamental sublinhar que ambos os empresários beneficiam da presunção de inocência até ao trânsito em julgado da sentença”, afirmou o causídico, recordando que o caso se encontra ainda em fase de inquérito e sem uma conclusão final por parte das autoridades.

Redação com JN.PT






