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Um dos maiores produtores de petróleo em todo o mundo sente que não tem apoio militar e político dos seus aliados Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+, que reúne alguns aliados como a Rússia. De acordo com a agência Reuters, que cita um comunicado do pequeno país, este é um grande golpe no grupo e no seu verdadeiro líder, que é a Arábia Saudita. Segundo a agência de notícias dos Emirados WAM, a saída dos Emirados da organização deve-se às “perturbações no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz”, entrando em vigor a partir de 1 de maio. A decisão é motivada pela guerra no Irão e pela incapacidade dos países do Médio Oriente de protegerem os interesses petrolíferos, sendo que os Emirados Árabes Unidos estão entre os 10 maiores produtores mundiais de petróleo. De acordo com os dados dos Estados Unidos, aquele país é responsável pela produção de cerca de 4% do petróleo mundial, produzindo mais de quatro milhões de barris por dia num cenário de normalidade. Agora, e também segundo a agência Reuters, a decisão dos Emirados Árabes Unidos pode provocar discórdia e enfraquecer o grupo, que também conta com países como Irão, Venezuela ou Iraque. Já com problemas perante o estrangulamento da exportação de petróleo a partir do Estreito de Ormuz, que continua numa situação altamente complexa, os países do Médio Oriente podem ter nesta decisão um novo e mais importante revés numa região que produz cerca de 20% do petróleo mundial. Em sentido contrário, esta decisão pode ser vista como uma grande vitória para o presidente dos Estados Unidos, já que Donald Trump tem insistido nas crítica à OPEP, entendendo que tem “rasgado o resto do mundo” através da inflação dos preços. De resto, Donald Trump também já acusou os membros da OPEP de “explorarem” a situação no Médio Oriente através da imposição de preços mais altos, enquanto os Estados Unidos só procuram ajudar através de apoio militar. O conselheiro para a diplomacia do presidente dos Emirados Árabes Unidos já tinha criticado a postura dos países da região num fórum de influenciadores esta segunda-feira. Agora, a decisão tomada é um passo em frente na cisão. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo apoiam-se logisticamente, mas política e militarmente, penso que a sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, afirmou Anwar Gargash. A decisão dos Emirados Árabes Unidos de se retirar da OPEP a partir de 1 de maio “reflete uma evolução política alinhada com os fundamentos do mercado a longo prazo”, afirmou já depois do anúncio o ministro de Energia e Infraestrutura do país, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei.

Um dos maiores produtores de petróleo em todo o mundo sente que não tem apoio militar e político dos seus aliados

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+, que reúne alguns aliados como a Rússia.

De acordo com a agência Reuters, que cita um comunicado do pequeno país, este é um grande golpe no grupo e no seu verdadeiro líder, que é a Arábia Saudita. Segundo a agência de notícias dos Emirados WAM, a saída dos Emirados da organização deve-se às “perturbações no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz”, entrando em vigor a partir de 1 de maio.

A decisão é motivada pela guerra no Irão e pela incapacidade dos países do Médio Oriente de protegerem os interesses petrolíferos, sendo que os Emirados Árabes Unidos estão entre os 10 maiores produtores mundiais de petróleo.

De acordo com os dados dos Estados Unidos, aquele país é responsável pela produção de cerca de 4% do petróleo mundial, produzindo mais de quatro milhões de barris por dia num cenário de normalidade.

Agora, e também segundo a agência Reuters, a decisão dos Emirados Árabes Unidos pode provocar discórdia e enfraquecer o grupo, que também conta com países como Irão, Venezuela ou Iraque.

Já com problemas perante o estrangulamento da exportação de petróleo a partir do Estreito de Ormuz, que continua numa situação altamente complexa, os países do Médio Oriente podem ter nesta decisão um novo e mais importante revés numa região que produz cerca de 20% do petróleo mundial.

Em sentido contrário, esta decisão pode ser vista como uma grande vitória para o presidente dos Estados Unidos, já que Donald Trump tem insistido nas crítica à OPEP, entendendo que tem “rasgado o resto do mundo” através da inflação dos preços.

De resto, Donald Trump também já acusou os membros da OPEP de “explorarem” a situação no Médio Oriente através da imposição de preços mais altos, enquanto os Estados Unidos só procuram ajudar através de apoio militar.

O conselheiro para a diplomacia do presidente dos Emirados Árabes Unidos já tinha criticado a postura dos países da região num fórum de influenciadores esta segunda-feira. Agora, a decisão tomada é um passo em frente na cisão.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo apoiam-se logisticamente, mas política e militarmente, penso que a sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, afirmou Anwar Gargash.

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de se retirar da OPEP a partir de 1 de maio “reflete uma evolução política alinhada com os fundamentos do mercado a longo prazo”, afirmou já depois do anúncio o ministro de Energia e Infraestrutura do país, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei.

Redação cnnportugal