O Ministério Público acusou 11 bombeiros da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão pelos crimes de violação e coação sexual, alegadamente praticados contra um colega de 19 anos, que tinha ingressado recentemente na corporação. Os factos remontam a setembro de 2025 e terão ocorrido em duas ocasiões distintas, no interior do quartel.
Segundo a acusação, o jovem foi alegadamente imobilizado e sujeito a atos sexuais forçados por vários colegas. Apesar de ter tentado resistir, não conseguiu impedir os abusos. O Ministério Público refere que a vítima, dominada pela vergonha e pelo medo, acabou por abandonar a corporação devido ao trauma provocado pelos episódios.
Cinco dos arguidos respondem por dois crimes de violação e um de coação sexual, outros cinco enfrentam acusações por um crime de violação e um de coação sexual, enquanto o último é acusado de tentativa de violação. Entre os arguidos encontram-se um chefe e um subchefe da corporação.
As medidas de coação mantêm-se em vigor. Os acusados estão proibidos de contactar a vítima, entre si e com as testemunhas do processo, devendo ainda apresentar-se semanalmente às autoridades. Também lhes foi vedado o acesso ao quartel, salvo em situações excecionais de emergência devidamente justificadas.
Redação






