Search
Close this search box.

Deputada atropelada é amiga da família do suspeito “há mais de 20 anos”

Pai do homem suspeito de atropelar a deputada australiana Helen Haines afirma que a mulher é amiga da família “há 20 anos”.

Opai do homem suspeito de ter atropelado com o carro a deputada australiana Helen Haines, na segunda-feira, afirma que se trata de uma amiga da família de longa data.

O suspeito é um homem de 43 anos, identificado pela imprensa australiana como Brendan Nugent. Foi detido, mas ainda não formalmente acusado.

O pai de Brendan, Rod Nugent, e a sua companheira, Christine Cunningham, emitiram a sua primeira declaração sobre o incidente esta terça-feira, afirmando que conhecem Haines “há mais de 20 anos”.

“Gostaríamos de agradecer sinceramente aos membros da comunidade local e à polícia que vieram em auxílio da Helen ontem, após o crime chocante e horrível”, afirmou o pai do suspeito.

“Helen Haines é uma pessoa muito respeitada e um membro muito querido na nossa comunidade local”, prosseguem, referindo que as suas preces estão todas centradas em “Helen e na sua família neste momento”

A deputada continua em estado crítico no hospital Alfred, em Melbourne, para onde foi levada de helicóptero após o atropelamento, na segunda-feira, em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste da Austrália. Os médicos tiveram de amputar uma perna à deputada federal independente, na sequência do incidente.

Recorde-se que a polícia de Victoria havia dito que acreditava que o atropelamento tinha sido deliberado. Segundo relatos recolhidos no local, o condutor fez uma manobra, prensou Haines contra o próprio veículo, engrenou a marcha-atrás e voltou a atropelá-la.

Uma testemunha no local, identificada pelos meios de comunicação locais como Ricky Jefferies, interveio para retirar o condutor do veículo e contê-lo até à chegada da polícia. Segundo o relato, o homem trazia consigo uma faca, que foi encontrada e apreendida pelos agentes.

Até ao momento, as autoridades não confirmaram o motivo do ataque nem se o mesmo esteve relacionado com a atividade política da deputada.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese afirmou que a equipa nacional de contraterrorismo, que integra forças policiais e agências de informações, está a conduzir a investigação.

“Não foi um acidente. Ao que tudo indica, tratou-se de um ato deliberado. Ainda não sabemos qual foi a motivação”, disse Albanese à ABC.

O episódio reacendeu as preocupações sobre a segurança dos parlamentares australianos, num país onde os políticos mantêm historicamente uma grande proximidade com o público e circulam habitualmente sem a presença de equipas de segurança.

No entanto, tem aumentado as ameaças públicas contra as autoridades e governantes.

A comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, afirmou em 2025 que as ameaças contra os parlamentares duplicaram nos últimos três anos.