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Acusadas de simular relação homossexual para branquear milhões

O Ministério Público da Guarda acusou três mulheres, duas das quais mãe e filha, de fraude fiscal e branqueamento. Sílvia, 49 anos, alega que vive em união de facto com Ana Margarida, 58 anos, e que os mais de dois milhões que esta transferiu para si e para a sua mãe eram doações entre companheiras. Porém, a Autoridade Tributária (AT) não viu evidência de união de facto. Entre impostos por pagar e alegadas vantagens de proveniência ilícita, as autoridades detetaram um património incongruente de perto de 15 milhões de euros.

Segundo a acusação, entre 2015 e 2018, Maria L., de 78 anos, viu entrar na conta 1,3 milhões de euros, 1,2 milhões dos quais oriundos de contas de Ana Margarida. No mesmo período, Sílvia, a filha de Maria L., teve 1,1 milhões de euros transferidos para as suas contas, um milhão dos quais também com origem em Ana Margarida, de quem era sócia em duas firmas.

Com JN.PT